sábado, 1 de novembro de 2014

To Positano with Love

Amo viajar.
E (óbvio) que não é de hoje.
Adentrar um novo país, uma nova cultura, língua, comida e costumes me fascina.
Meus olhos que já são grandes, ficam ainda maiores sedentos para capturar cada detalhe, cada nuance deste novo mundo.
Secos, não querem piscar para perder um milésimo de segundo daquela luz estranhamente desconhecida.
E, na hora de se despedir, sempre vem um aperto no peito, uma sensação de que nunca mais voltarei. Olho com atenção para gravar à ferro aquela foto em minha memória e não esquecer jamais.

Sim, Positano, você me conquistou. Suas casinhas fascinantes, ruazinhas charmosas e praia (ainda que de pedra), seus limoeiros jogaram seu encantamento em mim.
Derrubei lágrimas de despedida, mas sua fotografia ficará para sempre na minha lembrança.
Quem sabe um dia eu volto?



 


<3



domingo, 19 de outubro de 2014

Veneza maravilhosa

Só compartilhando a cara da felicidade <3




My Wedding: Meu querido Ruellinha


Eita restaurante lindo que é o Ruella. Pode ser o Vila Olímpia ou de Pinheiros, ambos são lindos. Comida boa, ambiente lindo, super kitsch do jeitinho que a gente gosta. Tinha que ser lá!

É claro que essa indústria do casamento é cruel e exploradora, afinal quando se fala de emoção os gatunos entram em cena. No Ruella não foi muito diferente: uma grana do aluguel, além de (acredite!) termos que pagar pela cobertura retrátil. Sim, faz parte da estrutura do restaurante. Sim, tivemos que pagar à parte.

Enfim, aluguel e buffet negociados, fechamos o contrato e o jogo começou. Ainda bem que tive a Carol de eventos para me dar umas dicas, pois decidi desde o começo que seria assessora de mim mesma.

Mesmo o local sendo super decorado, tinha que fazer a decoração do casamento para dar um "up". Isso incluía desde as flores, o que é óbvio, até o mísero prato de bolo que tive que comprar na última hora.
(Não posso reclamar muito, pois descobri depois que casamentos que são feitos em espaços de eventos, você tem que alugar desde as mesas, sofás, até os talheres. Afffff!)

Horas e horas a fio pesquisando o Pinterest (que por sinal é uma fonte rica e vitaminada de idéias), blogs, Google e sites de casamento até chegar na idéia.



A decoração seria básica: rosa e verde. Cobre-manchas estampados nas mesas, vasinhos de flores e garrafinhas penduradas, letras na escrivaninha do bem casado, mesa do bolo (que quase ficou no meio do caminho), mesa de mensagens.

Perdi as contas de quantas vezes fui no Pari, 25 de março e outras lojinhas pelo bairro. Quantos almoços demorados que ia em uns 2 - 3 lugares diferentes em míseras 1h30 / 2h.
Quantos finais de semana na função, mas a causa era nobre.

O difícil é quando você tem uma idéia clara do que você quer e tem que correr atrás exatamente daquilo que você planejou. E quem disse que encontra fácil? Certamente esse é um cenário pior do que escolher o que quero dentre mil opções com essa minha cabeça indecisa.

Na semana anterior ao casamento, me vi em casa passando ferro em todos os cobre-manchas. Pensei comigo: "eita trabalho do cão. Acho que se casasse novamente não faria isso de novo". Pensamento puro e real.

Acabei contratando uma empresa (a mesma da igreja) só para fazer a montagem e desmontagem. Tudo ficou quase do jeitinho que planejei. Mas disso tudo, tive um grande aprendizado: impossível controlar tudo e todos para que façam exatamente como queremos. O que importa é chegar lá e a visão do todo, pois se ficar presa nos detalhes, não sairei do lugar e, consequentemente, não serei feliz. 
Nessa jornada, abri mão de várias coisas e flexibilizei com outras. A vida é assim.

Segue o link do board com as referências agora publicados (aqui) e abaixo mais fotinhos da decoração mais linda do mundo!


















To be continued….

sábado, 11 de outubro de 2014

Zeus-Amor

Não tínhamos muitas expectativas quando ele chegou. 
Como foi? Vou te contar…

Já tivemos uma cachorra Yorkshire que morreu com 13 anos. Foi duro. Depois disso, minha mãe disse que nunca mais teria cachorro. Até que minha irmã, depois de mais velha, queria sair de casa aí minha mãe liberou: "Tá bom. Pode comprar um cachorro". Foi aí que o Lênin chegou. Todo pequenino, filhote, já com a tosa da raça: Schnauzer.

Depois de 1 ano, não teve jeito: ela foi seguir com sua vida solo. Como ela ficava fora o dia todo, sentia falta de uma companhia para o Lênin e pensou em comprar outro cachorro. Meus pais acharam que ela tinha surtado, que seria muito trabalho, mas a idéia ficava sempre ali martelando até o momento certo.

Minha mãe adora ouvir rádio AM, especialmente o programa do Gasparetto. Um belo dia ela ouviu que uma aeromoça estava doando um cachorro raro, um Schnauzer branco, pois não podia mais cuidar dele, porque ficaria muito tempo fora por conta de ter pego rotas internacionais. O melhor depoimento, levaria o cão.

Ela comentou com meu pai, que não hesitou: deu um Google, pegou o telefone da rádio e falou que queria uma companhia para o Lênin, que adorávamos cachorro, etc.
E não é que ele ganhou o danado?

No dia seguinte foram ele e minha irmã buscá-lo. O pai dela ficou com um vira-lata enquanto ele entraria para nossa família. Mas ele parecia um carneiro, estava feinho, não peludo, era gordinho e com a barriguinha branca.

Todos os cuidados, carinhos e afetos que a "Senhores passageiros" não proporcionou para ele em seus 2 anos de vida, ele conseguiu em dobro na nossa casa.

Carente e grudento sempre ficava meloso com todo mundo. Pedia carinho, enfiava a cabeça embaixo na nossa mão para coçá-la, serelepe e arteiro, ele estava lá parecendo o irmão do Lênin (ainda que adotivo), com os mesmos trejeitos e a mesma idade. Zeus, seu nome, deus de todos os deuses e homens era, claro, o dominante.

E quando ele via uma mala de viagem sendo feita? Ficava desesperado!
Tomou florais para ansiedade, johrei, tudo. Como era ativo esse cachorrinho.

Só que este cão especial passou por muitas provações em sua curta vida. Quase morreu envenenado de lamber veneno de rato em alguma casa durante o passeio, tinha muitos e muitos problemas de pele até que uma veterinária "gênio" o entupiu de cortizona e ele desenvolveu uma doença nos rins.

Era soro todos os dias, depois um dia sim outro não, depois 2x por semana, exame, mais soro, ração renal. Foi uma dedicação imensa para ele continuar trazendo alegrias para nossa casa em troca de amor e carinho.

O veterinário não acredita como ele durou tanto. Foram 2 longos anos de muitos cuidados com seus rins, até que um belo dia eles pararam.

Nossa nuvenzinha de amor dormiu para sempre essa semana. 
Sua vida curta foi abreviada para nossa imensa tristeza e agora ficará o vazio e a lembrança em nossos corações.

Zeus amor, onde quer que você esteja, descanse em paz.
Continuamos amando você, latónzito.


Lelê e Zeus Amor


sábado, 27 de setembro de 2014

My Wedding: Como surgiu a idéia

(Não, este não é um blog de casamento.
Sim, vou contar um pouquinho do meu.)

Desde sempre queríamos nos casar. Fazer uma festinha, uma cerimônia bonita para a família e os mais chegados. Para isso, requer tempo, dedicação e, principalmente investimento. Não queríamos qualquer coisa, apenas o melhor nos bastava, por isso ensaiamos 5 anos para finalmente nos casarmos de verdade.

Como veio a idéia? Desde sempre a opção foi casamento diurno. Somos 2 "velhos", acordamos cedo, dormimos cedo e gostamos mais do dia do que da noite. O sol, a luz, a felicidade e liberdade que o dia proporciona são mágicos. À noite, todos os gatos são pardos. Já fomos bem notívagos no passado, mas definitivamente nossa preferência é a alvorada.

De casarmos em Ibiúna (tem um gramado enooorme na casa), amadurecemos a idéia pela estrutura da cidade não comportar os convidados, sem contar que não seria um território "neutro". Entre dicas e palpites de conversas de bar veio à tona o mini wedding. Seria perfeito. Diurno, poucas pessoas, num restaurante charmoso. A nossa cara!


Não hesitamos em nenhum momento e não pesquisamos outro lugar. Teria que ser lá, no Ruella (ou Ruellinha para os mais chegados!), custe o que custasse. A idéia inicial era do da Vila Olímpia, onde os casamentos acontecem na ruazinha ao lado mas...

Depois de noivar no meu aniversário do ano passado (aqui), começamos a pensar na cerimônia. Depois de umas cervejas a mais num dia qualquer desses ele confessou: "sim, vamos casar no Ruella, mas faço questão da igreja. Pretendo casar uma só vez e tem que ser perante Deus". Ótimo, vamos nessa. Nem precisamos pensar muito: Igreja da Cruz Torta (uma das poucas que celebram casamentos de dia, além de ter um valor enorme para minha família, pois meus pais casaram lá e ali também fui batizada) e Ruella Pinheiros a 2 quadras da Igreja. Done!

A notícia foi recebida pela nossa família com a maior alegria possível, abraços e lágrimas selaram a expectativa do grande dia.

Tudo isso fechamos em novembro/dezembro de 2013. Muito trabalho ainda estaria por vir...


Contarei em diversos posts a saga do casório.

To be continued….